Palavra do Provincial
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Maria a Primeira Missionária

“Maria dirigiu-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.” (cf. Lc 1,39)

virgem-mariaA Igreja é, por excelência, missionária. Desde a sua origem, ela tem buscado levar o evangelho a todos os corações humanos, apesar dos limites e fraquezas dos seus membros.

Esse seu jeito de ser e fazer, como “Igreja ‘em saída’, ocupada em tratar as feridas dos seus filhos, oferecendo a todos o caminho do perdão e da reconciliação” (papa Francisco), encontra seu fundamento na contemplação e no seguimento de Jesus Cristo – Cabeça e Esposo (cf. Ef 5, 23. 25); que veio para servir e não ser servido, e trouxe vida em abundância para todos (cf. Mt 20,28; Jo 10,10).

Santa e pecadora, a Igreja peregrina, em Missão, também se sente fortalecida com o testemunho e as preces dos santos, em especial de Maria.

Ela foi a primeira missionária porque aprendeu com o Filho a não viver para si mesma, mas a se colocar diante dos apelos de Deus e das necessidades das pessoas. Com Maria aprendemos que o SIM é uma resposta diária à Vontade de Deus que deseja a vida para todos.

Algumas atitudes de Maria nos ajudam a aprofundar o sentido da Missão. Vejamos:

  • Na Anunciação: “Estar” por inteira diante de quem fala, sintonia com Deus, acolhimento da alegria, vencer os medos… Não se preocupar em compreender tudo, abrir-se ao amor que se comunica. Um sim que é escuta, entrega ao mistério… Na missão estas atitudes nos fazem canais da graça. Somos pontes e estamos a serviço de quem nos envia.
  • Na visita à Isabel: Sair…, se colocar a caminho, espalhar a vida recebida. Gerar esperança e paz, não calar os passos… Entrar em cada casa, visitar cada família, sentir-se portador da grande notícia da salvação. Deus é amor e ninguém pode ficar indiferente a essa verdade. Na Missão, ir ao encontro do outro significa ligar o céu à terra, resgatar o humano que, por vezes está perdido.
  • Na apresentação no Templo, na fuga para o Egito e na perda do Menino: Jesus, que é a luz verdadeira, dá sentido a cada pessoa e a cada realidade, por isso a total disponibilidade da Mãe relativiza até mesmo as dores que virão pelo caminho (a espada, a fuga, a perda). Na missão, não existe obstáculo para os seguidores do Senhor, e os desafios deverão ser vencidos com a luz da fé.
  • Na vida pública de Jesus: Maria vai escutando, meditando no coração as verdades de Deus…, se fazendo presença e presente do céu, no meio da multidão sedenta, na falta de vinho e de festa… Ser missionário (a) é ser um diferencial, nossa presença solidária é o testemunho de quem confia e vai além das aparências.
  • Ao pé da cruz: A vida missionária de Maria atinge seu ápice ao pé da cruz. Ela está em pé (forte, na fortaleza de Deus), cheia de esperança (porque o mal vai sendo vencido). Materna (expressando a maternidade do Pai – acolhendo todos os pecadores como seus filhos). Fecunda (mantendo a comunidade unida, na dor e no amor), orante (adentrando o mistério Redentor), acolhendo o Filho descido da cruz (sendo sinal Pascal, na morte) sepultando o Filho (enterrando o que impede os filhos de Deus de ser gente, pessoa…). O missionário (a) aprende a contemplar o mundo e a humanidade a partir do Calvário, com os olhos de Deus, assim, nos calvários da humanidade a Páscoa já será uma realidade sensível.
  • Na Ressurreição: As mulheres, pela sua fidelidade foram as primeiras a ver o Ressuscitado. Na visão do Filho ressuscitado, Maria concretizou suas esperanças e as utopias dos homens e das mulheres da terra. Aberta novamente ao Espírito que já havia descido no seu ser, ela aponta a missão da Igreja, que é proclamar a todos os povos, raças e culturas o amor salvífico de Deus manifestado no seu Filho Jesus.

Há muitas outras atitudes missionárias em Maria que, permanecendo na sua escola, aprenderemos como sermos verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo. Na escola de Maria, até nossas fragilidades são valorizadas por Deus, porque o Senhor não se esquece de quem se faz pequeno, com e por causa dos pequenos da terra. Realmente, o Senhor realiza em nós maravilhas.

Pe. Amilton Manoel da Silva, CP

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Escrito por Província do Calvário

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