Palavra do Provincial
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Maria na Congregação Passionista

mes-de-mariaO mês de maio, na piedade popular, é dedicado à Maria. Neste mês, são inúmeras as homenagens prestadas à Nossa Senhora, nas grandes e pequenas igrejas, nos centros urbanos e nas periferias… Maria continua sendo uma presença viva e eficaz na vida do povo.

Na Congregação da Paixão de Jesus Cristo não é diferente. Ela está presente na vida de São Paulo da Cruz desde o colo da sua mãe Ana Maria. Entre os títulos marianos venerados por São Paulo da Cruz estão: Nossa Senhora da Apresentação, Nossa Senhora das Dores e  Mãe da Santa Esperança.

Nossa Senhora da Apresentação (21/11): A Apresentação de Maria no templo, ainda criança, foi uma festa muito querida pelo fundador. Ele via nesse fato, contado pela tradição, Maria como o modelo mais perfeito de disponibilidade no serviço a Deus. Recordava-lhe também a sua própria consagração a Deus, em face da fundação da Congregação Passionista. O primeiro convento da Congregação, no Monte Argentário e o primeiro mosteiro das monjas passionistas, em Tarquínia (Itália) foram dedicados à Apresentação de Maria no Templo. Nossa Senhora da Apresentação foi a primeira Padroeira da Congregação, aclamada no capítulo Geral de 1775, ano da morte do fundador.

Nossa Senhora das Dores (15/09): São Paulo da Cruz, quando fala da Paixão de Jesus nas suas cartas, sempre se refere à Maria dolorosa como: a co-redentora, a mulher de fé ao lado do Filho, a mãe compassiva ao pé da cruz, o coração materno transpassado. Expressões como: “Do mar das dores de Maria passa-se ao oceano infinito do amor de Deus”; “Lembra-te que aos pés da cruz de Jesus estava Maria sua Mãe”; “Que a Paixão de Jesus e as dores de Maria estejam sempre gravadas em nossos corações”, são comuns nos seus escritos e nas suas pregações. Uma longa tradição de especial devoção dos religiosos passionistas à Nossa Senhora das Dores, levou o Capítulo Geral do ano de 1964 a proclamar, por unanimidade, Nossa Senhora das Dores como padroeira principal da Congregação Passionista. O papa Paulo VI, no ano de 1973, confirmou e proclamou através de uma bula, essa decisão capitular.

Mãe da Santa Esperança (09/07): Já nas origens da Congregação esta invocação estava presente. O grande divulgador foi o Pe. Tomás Struzzieri, passionista, que se tornou o primeiro bispo da Congregação. Aos poucos, a estampa da Mãe da Santa Esperança foi reproduzida em série e começou a ser colocada no quarto dos religiosos passionistas. A esperança que a Virgem apresenta e à qual chama, é a cruz que o Menino Jesus tem em suas mãos como sinal do seu amor, manifestado a nós até a morte no Calvário. Descobriu-se que a estampa mais antiga da Mãe da Santa Esperança, data provavelmente do ano de 1600 e se encontra numa Igreja, em Ovada, Itália.

Outros títulos:

Salus Pópuli Romani : Provavelmente, no mês de setembro de 1721, São Paulo da Cruz fez o voto da Paixão diante deste ícone de Maria, venerada na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

Imaculado Coração de Maria: Em várias cartas São Paulo da Cruz usa as expressões: Coração puríssimo de Maria, angustiado Coração de Maria Santíssima, Coração doloroso e Imaculado de Maria, Coração que, depois de Jesus, amou e ama a Deus mais do que todo o paraíso junto. 

Maria, na Congregação Passionista, está incluída nos principais mistérios de Cristo:

Na Encarnação: São Paulo da Cruz, quando escreve sobre Encarnação do Verbo e o Natal, não deixa de falar na Mãe grávida do Filho de Deus, na Mãe que acolhe e adora seu Filho, da criança dependente que se entrega aos cuidados da Mãe.

Na Paixão: São Paulo da Cruz sempre viu a Mãe profundamente associada ao mistério da Paixão do Filho. Maria ao pé da cruz é o “lugar” passiológico e uma “indicação” segura para o encontro com o Deus-amor-Crucificado.

Na Páscoa: São Paulo da Cruz, em várias cartas, falou da Assunção de Nossa Senhora, referindo-se à Páscoa de Maria. Paulo se preparava todos os anos para a festa da Assunção, com uma quaresma de frutas, embora a proclamação do dogma aconteceu bem mais tarde, no ano de 1950, por Pio XII.

Que Maria, venerada com tantos títulos pelos cristãos e, particularmente, pela Congregação Passionista, interceda sem cessar pelas necessidades do mundo, especialmente pelos vocacionados à Vida Religiosa Consagrada Passionista.

Pe. Amilton Manoel da Silva, CP

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Escrito por Província do Calvário

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