Palavra do Provincial
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Os passionistas e a misericórdia

Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36).

Cristo Crucificado foi para São Paulo da Cruz a maior obra da misericórdia do Pai, pois ao se entregar para a nossa salvação, Ele foi ao nosso encontro, trazendo de volta a ovelha extraviada, o filho distante e a moeda perdida… O ladrão, que na última hora foi incluído entre os eleitos, é a conclusão perfeita das parábolas da misericórdia, a expressão visível “de um Deus que não se cansa de perdoar” (papa Francisco).

Contemplativo do Calvário, Paulo da Cruz intuiu que a verdadeira contemplação, infunde no orante os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus (cf. Fl 2,5). Por isso, descia constantemente do Calvário, na certeza de encontrar o homem das dores nos corpos dos sofredores e nas chagas da humanidade que clamava por justiça, saúde, paz, inclusão, etc. Paulo se tornou, para os passionistas, o missionário, por excelência, da misericórdia.

Às vésperas do encerramento do ano extraordinário da misericórdia, vale a pena conferir as atitudes de São Paulo da Cruz e se inspirar nos seus gestos.

Obras espirituais: Paulo sentiu na alma a falta de testemunho de muitos cristãos e de pessoas consagradas do seu tempo; compreendeu que o ESQUECIMENTO da Paixão de Cristo era a grande causa. E para sanar esse mal, que causava tantos outros males, fundou uma Congregação Religiosa de missionários, para proclamar com palavras e com a vida, Cristo Crucificado como a maior obra da misericórdia divina (a Memória da Paixão – O REMÉDIO). De Paulo da Cruz aos nossos dias, a Congregação Passionista, presente nos 05 Continentes, busca manter equipes de missões populares e pregadores de retiros, o acompanhamento espiritual de pessoas e de grupos, o apostolado pastoral e de santuários, a formação de lideranças – Ministério da Palavra.

Obras corporais: Os enfermos e os pobres, sobretudo da “Marema Toscana”, no Monte Argentário (Itália), merecem destaque na ação solidária de Paulo. Ele recomendou, aos passionistas, o socorro aos pobres e quando isso não fosse  possível, ao menos a solidariedade pela oração. De Paulo da Cruz, aos nossos dias, a Congregação tem buscado manter locais de acolhimento aos pobres e necessitados, missão “ad gentes”, presença em lugares de risco, obras sociais com: dependentes químicos, moradores de rua e enfermos. Pastoral com presidiários, juventude, crianças e famílias, em nossas paróquias e comunidades… A representação na ONU, junto com outras Congregações, através do JPIC (Justiça, paz e integridade da criação), tem trazido para os passionistas uma consciência mais ampla da nossa “Casa Comum” e suscitado gestos concretos.

Talvez  precisemos ainda, descobrir outras formas de expressar o nosso carisma e a profundidade da afirmação: “Congregação MISSIONÁRIA”. O jeito do papa Francisco conduzir a Igreja, suas palavras e apelos, tem oferecido novas luzes aos passionistas… Estamos nos deixando guiar pelo Espírito.

O ano extraordinário da misericórdia terminará, mas quem se deixou tocar pelo perdão de Deus ao longo deste ano e soube olhar, com mais atenção para os modelos que a Igreja tem nos indicado, os santos, jamais deixará de vivenciar e testemunhar o mandato do Senhor: “Sede misericordiosos como Pai é misericordioso”.

 

Pe. Amilton Manoel da Silva, CP

 

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Escrito por Província do Calvário

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