Vocacional
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Segui-me e eu vos farei pescadores de homens. Eles deixando imediatamente as redes, e o seguiram. Mt 4, 19-20.

pescadores de homens“Um coração inflado por esse Amor tudo realiza, tudo se dispõe”. Jesus tendo um coração inflamado de amor, entregou-se inteiramente fazendo da cruz mistério de amor. E como não contemplar sua paixão e não se apaixonar? Ou até mesmo, como não desejar que a cruz seja nossa única paixão? (São Paulo da Cruz). A atualidade do carisma chama-nos a abraçar a cruz, e até mesmo “Ser crucificado, por amor ao Crucificado; eis a única alegria” (São Maximiliano Maria Kolbe), amar os crucificados desse tempo, e por eles entregar-nos em nossas totalidades.

Nos dias em que passei na casa apostólica em Campina Grade – PB, pude perceber a grandiosidade do amor de Deus. A vivencia do carisma à qual somos chamados e que fora brotado no coração de Paulo da Cruz, faz-nos mergulhar na profundidade desse Amor, fazendo que “todo o nosso ser e toda a nossa vida, o que somos e o que temos, nossos relacionamentos e forma de vida nos são dados como dons de Deus e devem ser vividos Nele, por Ele e para Ele” ‘segundo o carisma que Ele mesmo nos confiou.’ (I Tm 4, 14).

É a partir da forma de vida e da vocação que entregamos nossas vidas. Não há como entregar nossas vidas a Deus e aos irmãos a não ser inteiramente. Não há como entregar tudo e excluir a forma de vida. Deste modo, a forma de vida é entregue tanto como dimensão pessoal como dimensão eclesial, social e humana e torna-se via para “evangelização e testemunho pessoal e comunitário”.

“No seguimento de Cristo, não há Ressurreição que não passe pela cruz, assim como não há cruz que não leve a Ressurreição.” (João Batista, profeta do amor esponsal)

Deus nos chamou e é um caminho de e para a felicidade. Este caminho, no entanto, é como o caminho de Jesus: Exige coragem, sacrifício, renúncia, pois é caminho de cruz para que a cada dia possamos colher Ressurreição. É um caminho de felicidade, mas nem por isso deixará de ter suas barreiras, dificuldades, sofrimentos.

A felicidade plena da ressurreição supõe, necessariamente, sofrimento inerente ao amor que encontra seu sentido ao ser vivido por amor, como o de Jesus na cruz.

Inseridos no seio da Trindade por meio do coração transpassado de Cristo, nEla contemplamos o amor do Pai, bebemos do poder e da santidade do Espírito e, enxertados em Cristo, somos enviados ao mundo para anunciar a boa nova da Salvação.

Dessa maneira, em nossa vocação somos convocados a vivermos a paixão de Nosso Senhor, que entregasse inteiramente por amar o homem. Nós a exemplo do nosso pai fundador vivemos a paixão de Nosso Senhor na atualidade do carisma, à qual fomos chamados a abraçar. E não há como negar-se a esse chamado. “Passionista me chamas à ser, missionário da Cruz da Paixão, seguidor do Amor revelado no Crucificado presente no irmão.

Rodolpho Galvão Marins – vocacionado Cabrobó – PE

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Escrito por Província do Calvário

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