Irma_DulceIrmã Dulce continua irradiando bondade. Uma mulher que, a qualquer custo, confortava os necessitados, cuidava dos doentes e amparava os miseráveis. Seu legado e a dedicação de uma vida inteira aos menos favorecidos, ecoam em vários projetos realizados no Brasil: creches, hospitais e centros educacionais. Na próxima segunda-feira (26), o Anjo Bom da Bahia estaria completando 100 anos. As homenagens percorrem o país com celebrações e, inclusive, um filme que conta a história da ‘Bem-Aventurada Dulce dos Pobres’.

Em Salvador, no próximo domingo (25), uma missa campal no Bairro de Roma vai homenagear os 100 anos de nascimento de Irmã Dulce, que seriam completados no dia 26 de maio. A celebração será presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, e deve contar com a participação de devotos de todas as partes do Brasil, além de autoridades, religiosos, funcionários, pacientes, moradores, alunos e voluntários das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).

É também no dia do centenário que terminam as gravações do filme que conta a história de vida da religiosa bahiana. Durante 40 dias, uma equipe com mais de cem pessoas se instalou em Salvador para gravar o filme ‘Irmã Dulce’. As cenas foram rodadas em locais históricos da cidade, como o Pelourinho e a Igreja de São Francisco. O filme deve reproduzir momentos marcantes, como o encontro entre a religiosa e o Papa João Paulo II, em 1980, em Salvador. A previsão de estreia do filme é para o final deste ano.

Irmã Dulce faleceu aos 77 anos em 1992, foi beatificada em 2011 e, atualmente, está em processo de canonização. Em 1988, foi indicada ao Nobel da Paz pelo seu trabalho junto aos carentes. Ela dizia: “o amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios. Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do que Deus faz por nós”.

Ainda sobre a essência humana, Irmã Dulce acreditava que “a preocupação com os bens materiais é natural, faz parte da vida do homem. Mas o importante, o que de fato valoriza a vida, são os gestos que rendem juros e correção na conta aberta em nome de cada um de nós no banco do céu. Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala”.

Ao retratar a caridade, o Anjo Bom da Bahia dizia que “se o pobre representa a imagem de Deus, então nunca é demais o que fazemos pelos pobres. O importante é fazer caridade, não falar de caridade. Compreender o trabalho em favor dos necessitados como missão escolhida por Deus. Cristo nos ensinou a dar o anzol e não o peixe àquele irmão necessitado. Mas também nos disse para dar água a quem tem sede e pão aos que têm fome. Então é preciso entender que um faminto pode não ter forças nem mesmo para pescar. Nesse caso, antes de lhe dar o anzol, precisamos lhe dar a água e o pão”.

Por Rádio Vaticano