O Papa Francisco recebeu em audiência, na quinta-feira (06/06), os diretores e funcionários dos Correios Vaticanos e do Serviço Telefônico Vaticano, e seus familiares.

O encontro realizou-se na Sala Clementina, no Vaticano, e participaram cerca de duzentas pessoas. Depois de dar as boas-vindas aos presentes, o Papa disse:

“As atividades dos Correios e do Serviço Telefônico do Vaticano superam o pequeno território e a pequena população que nele reside: abre-se às necessidades de várias pessoas espalhadas pelo mundo. Por essa razão, o Vaticano e a Santa Sé reconhecem a função importante dos meios de comunicação e das organizações internacionais que incentivam a comunicação.”

Os Papas sempre deram relevância à comunicação

Francisco recordou que “os Papas sempre deram relevância à comunicação com os Chefes de Estado, com as comunidades e os fiéis de várias nações, servindo-se dos meios que a técnica oferecia”. “Nas últimas décadas, duas famílias religiosas beneméritas, pediram a colaboração nesse setor significativo: os Filhos da Divina Providência (Orionitas) e a Pia Sociedade de São Paulo (Paulinos). A esses dois institutos o meu grande apreço por sua generosidade e fidelidade”, sublinhou o Pontífice.

“O seu trabalho cotidiano, mesmo que aparentemente humilde, é necessário para o bom funcionamento do Estado da Cidade do Vaticano. Está a serviço da atividade do Sucessor de Pedro, garantindo a liberdade de comunicação e expressão, através de uma rede física, dotada de instrumentos modernos e funcionais. Através do seu trabalho precioso, todos os dias várias pessoas alcançam o Papa e ele, também através de seus colaboradores, chega às pessoas.”

Segundo o Papa, “esse intercâmbio comunicativo não conhece distâncias. Responde à necessidade inata das pessoas de criar contatos humanos; e acima de tudo, entra em todos os lares, servindo ricos e pobres”. A este respeito, Francisco recordou uma antiga inscrição latina gravada numa caixa de correio do Estado Pontifício: «Diviti et inopi, ultro citroque, meandum», que significa: “Devo ir aos ricos e aos pobres, em todo lugar”.

Difusão da mensagem cristã

“Em conformidade com as normas e acordos internacionais, as suas realidades falam uma linguagem comum, criando pontes entre culturas, religiões e sociedades diferentes umas das outras. Ao mesmo tempo, os Correios e os Serviços Telefônicos Vaticanos garantem a partilha de sentimentos e ideias, ajudam na promoção da compreensão recíproca e na colaboração entre os países de diferentes continentes, facilitando o intercâmbio de mercadorias, e também dos respectivos valores espirituais e culturais.”

“Nesse sentido, os serviços postais e telefônicos de um dos menores países do mundo”, disse ainda o Papa, “favorecem a difusão da mensagem cristã. Trata-se de uma atividade na qual todos vocês estão envolvidos e são importantes: porque o bom funcionamento dos Correios e dos Telefones, vocês bem sabem, depende da contribuição de cada um”.

Compromisso a mais de cultivar a própria fé

“Em suas tarefas, muitos de vocês estão em contato direto com as pessoas. Portanto, é importante o seu tratamento e exemplo a fim de oferecer a todos um testemunho cristão simples, mas incisivo! Trabalhar no Vaticano significa um compromisso a mais de cultivar a própria fé. A este respeito, além da participação ativa na vida de suas comunidades paroquiais, uma ajuda útil também lhes é oferecida nos momentos de celebração e formação espiritual, animados por seus assistentes espirituais”.

Francisco concluiu, convidando os diretores e funcionários dos Correios Vaticanos e do Serviço Telefônico Vaticano a fazerem com que cada uma de suas famílias seja uma “pequena Igreja”, na qual a fé e a vida se entrelaçam no desempenho das tarefas felizes e tristes do dia a dia.

Via Vatican News