muda-de-arvoreO mês de novembro é o mês da esperança. Nosso olhar de fé nos permite viver confiantemente o tempo presente, na esperança de um futuro feliz. Durante esse ano tivemos fatos tristes, como furacões, terremotos e guerras. Houve também alguma coisa bonita. Ou talvez muita. Vamos somando acontecimentos e conhecimentos enquanto peregrinamos sobre esta terra. No dia 2 de novembro celebramos o dia dos mortos, ou dia da esperança.

Nesse dia procuramos tomar consciência de nosso futuro, entrando em comunhão fraterna com os nossos mortos. Com eles, constituímos a comunhão dos santos e nos preparamos para a vida eterna na casa do Pai. Ficamos na expectativa de um encontro feliz com os nossos amigos, que nos precederam na morte, onde estaremos com Jesus, que nos salvou e nos espera de braços abertos.

O cristão tem uma explicação para a vida do homem a partir de seu futuro. Quando os antropólogos procuram explicar o homem, olham para o passado. Nem sempre acham uma explicação convincente. Olhamos para o passado e para o presente, mas é o futuro que explica verdadeiramente o que somos. Vamos para a casa do Pai e esperamos um paraíso de vida. São Paulo nos fala que os sofrimentos presentes hoje não são nada em comparação com a glória que nos é prometida.

O mundo está em transformação. Nós, cristãos, temos esperança que este mundo tem futuro e caminha para que tudo seja sujeito a Deus. “Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, a livre decisão que havia tomado outrora de levar a história à sua plenitude, reunindo o universo inteiro tanto as coisas celestes como as terrestres, sob uma só cabeça, Cristo” (Ef 1,9-10).

Na verdade, nós somos eternidades vivas que jamais desaparecerão por completo. A morte será uma passagem para outro estilo de vida. Talvez bastante diferente do estilo que vamos vivendo nesse mundo. São Paulo, na 1Cor 15, 35-49, tenta explicar como seria esta nova situação. Ele diz que aqui somos como uma semente. A semente não é a árvore. Mas a árvore vem da semente. Olhando uma semente não fazemos idéia do que seja a árvore, a menos que já conheçamos a árvore. Como ninguém viu como são as árvores da vida eterna, não fazemos idéia do que seremos.

Ele afirma ainda que há vários tipos de semente, que produzem árvores diferentes. Cada ser humano é uma semente diferente, de acordo com o seu modo de proceder, de acordo com sua fé. O tempo que vivemos aqui na terra prepara, portanto, nossa semente para a vida eterna. Não percamos a oportunidade de preparar bem a nossa semente e permaneçamos firmes na fé e na esperança.

Pe. Eugênio João Mezzomo, CP

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